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Cientistas dizem que uma “vida perfeita” no Facebook pode ser boa e ao mesmo tempo prejudicial

Sejamos francos, a maioria dos usuários do Facebook – senão todos – gostam de “aparecer bem na foto” por lá, intencionalmente ou não fazem de tudo para criar uma imagem de pessoa correta, moralista, inteligente, enquanto nós todos sabemos que na verdade somos repletos de defeitos, não somos tudo aquilo que pintamos lá. O fato é que um estudo recente indicou que esta tal “vida perfeita” que a maioria insiste em criar por lá pode ser uma “vitamina” para nossa auto-estima.

Achou uma boa notícia? O problema é que os pesquisadores alertaram também que a obsessão por esta “vida perfeita” pode ser perigosa, pois pode desmotivar usuários a darem importância para outras coisas importantes de nossa vida, como a família, amigos, estudos etc. A pesquisa foi realizada por cientistas da universidade de Wisconsin, localizada no estado de Wisconsin, EUA.

Para chegar a esta conclusão eles testaram a auto-estima de usuários da rede social Facebook após estes checarem seu perfil pessoal por 5 minutos. Então pediram aos voluntários para associarem adjetivos positivos e negativos às palavras ‘mim’, ‘meu’ e ‘eu’.

Catalina Toma, uma das pesquisadoras envolvidas no estudo, disse ao site Today Tech que só de olharem para seu perfil pessoal no Facebook por 5 minutos todos do grupo submetidos ao teste experimentaram uma significativa elevação de sua auto-estima. “Quando estamos com a auto-estima lá em cima, associamos rapidamente palavras relacionadas a nós mesmos com coisas boas e positivas, e encontramos uma enorme dificuldade em associar palavras relacionadas a nós com coisas negativas”, disse a pesquisadora. “Por outro lado, se a pessoa está com baixa-autoestima, o processo é o contrário”, completa.

O grande problema é que os pesquisadores descobriram que tal explosão de auto-estima parecia tornar o grupo menos propenso a ter um bom desempenho quando confrontados com um teste de matemática imediatamente depois. Toma disse que um bom desempenho em uma tarefa pode ajudar as pessoas a se sentirem melhor sobre si mesmos, mas quando as pessoas já estão se sentindo bem e com a auto-estima elevada, seu organismo entende que não há necessidade de “aumentarem o tal sentimento” buscando por um bom desempenho em uma tarefa.

Ela acrescentou que só a pesquisa que eles realizaram não é necessária para examinar os efeitos psicológicos de outras atividades no Facebook, como ver perfis de outros usuários ou ler seus feeds de notícias. Estudos anteriores já haviam afirmado que checar contas do Facebook de outras pessoas pode deixar pessoas se sentindo deprimidas com suas próprias vidas.

A pesquisa foi publicada na edição de junho da revista Psychology mídia.

[DailyMail]

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