Quando a conferência sobre o novo Xbox One começou na última terça feira (21), a maioria dos gamers e entusiastas pelo console da Microsoft ficaram ansiosos sobre quais jogos seriam lançados e quais as capacidades técnicas da nova versão, mas para a decepção de muitos uma outra face do console foi apresentada ao mundo, aquela onde os games ficam em segundo plano.

O primeiro Xbox foi lançado apenas para ser um videogame, tinha suas funcionalidades online, mas estas eram bem limitadas e o único e principal objetivo do avô dos consoles Microsoft era permitir que jogássemos jogos nele. Isso mudou logo de cara quando lançaram o Xbox 360, esse tinha uma plataforma online robusta e que com o passar do tempo se tornou sua maior arma contra o rival da Sony.

Algum tempo depois de seu lançamento a Microsoft apresentou uma outra novidade, o Kinnect, um acessório capaz de transformar nós mesmos em controle, uma inovação incrível na maneira em que jogávamos videogames. A ideia era e ainda é excelente, mas a aceitação do Kinnect não foi igual para todos os gamers, conheço muita gente que ainda prefere jogar com o controle do que com o sensor.

O objetivo tanto do Xbox quanto do Xbox 360 era nos proporcionar um ambiente propício para que pudéssemos jogar, mas isso parece ter mudado com Xbox One, ele não é mais só um videogame, e sim uma estação de entretenimento. Podemos até chamá-lo de o verdadeiro “Playstation”? Ironias à parte, o novo Xbox esbanja recursos voltados para um outro tipo de entretenimento. Podemos nos comunicar pelo Skype, assistir filmes em Full HD, acessar a internet e ainda assistir conteúdos dedicados como a HBO e Netflix. Através de comandos de voz podemos trocar dos games para a TV, ou para a internet se preferir. O console é tão preparado para o entretenimento que até entrada para TV à cabo ele tem, podendo desta forma substituir os receptores da Sky ou Net por exemplo.

Todas as funções do novo console apresentadas pela Microsoft não são tão más assim para nós gamers, em alguns casos podem até ser proveitosas, mas francamente, são desnecessárias. Eu faço tudo isso citado acima pelo meu computador, não preciso pagar mais caro num videogame que vai fazer a mesma coisa, é redundância desnecessária. Mas aqui quem está falando é um gamer, e tive apenas a apresentação da Microsoft como referência.

Lembre-se que a feira E3 vai rolar daqui a poucos dias, e talvez a intenção da Microsoft seja essa mesma, nos deixar apreensivos com o novo sistema para só durante a feira revelar a “capacidade com os games” que o Xbox One tem. Afinal o que seria mais inteligente? Jogar todas as cartas na mesa de uma só vez, ou ir revelando os detalhes aos poucos, fazendo um “striptease” das funcionalidades excitando todos os consumidores?

Além disso, o Xbox não precisa de uma propaganda mostrando o que ele já faz, isso nós sabemos, talvez o objetivo da Microsoft seja exatamente este, cativar os não gamers a comprarem o novo Xbox para que inevitavelmente aos poucos estes também venham a se tornar gamers.

Desta nova geração só quem tem poder de fogo pra competir com o Xbox é o PS4, um console com tantos fãs que mesmo sem propaganda pró-gamer já venderia. A atitude da Microsoft divide opiniões, mas não se esqueça que ela também está jogando, e o objetivo do game deles pode ser na verdade uma estratégia pra conquistar um público maior.

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