Hoje trazemos à tona um assunto um tanto quanto polêmico, será que os jogos eletrônicos violentos realmente são capazes de nos deixar mais violentos? Em um primeiro momento diria que no máximo os “lags” e “bugs” dos jogos nos tornam violentos, mas pensando de forma oposta às minhas ideologias, fui buscar a opinião de quem entende do assunto, uma psicóloga chamada Laize Monteiro que trabalha comigo.

Então vamos lá. Pergunta: “Os games nos fazem violentos?” Resposta: “Sim e não”. What?! Como assim?! É isso mesmo, e vou explicar os motivos:

Primeiro vamos nos focar nas crianças: Todos sabem que lares cercados por violência, palavrões e desordem, tendem a gerar indivíduos violentos, que falem palavrões e que sejam desordeiros, mas prestem atenção na palavra: “TENDEM”, não é uma regra, é só uma “tendência” que em grande parte dos casos pode se tornar realidade.

O mesmo acontece em lares afetuosos, organizados e onde palavrões são motivos para uma boa “água com sabão”. A “tendência” é que as crianças cresçam afetuosas, organizadas e livre de palavras de baixo calão, mas isto também é uma tendência, portanto podem existir crianças que mesmo sendo criadas em um ambiente assim também sejam birrentas e que adorem aprontar.

O mesmo acontece com o nosso cérebro, se passamos uma boa parte da nossa vida roubando e matando num mundo virtual, nossa mente passa a encarar isso como algo “normal”, e que podemos continuar assim sem nenhum problema. Então alguém diz: “Mas Artur, eu joguei GTA desde moleque e não saí por aí atirando nos outros ou roubando velhinhas!” Concordo, eu também não, mas nós só não viramos psicopatas por que tínhamos outras situações pra tomar de exemplo, tínhamos nossos pais, professores e até mesmo outros jogos diferentes deste, e com o tempo aprendemos a discernir o certo do errado.


Então os jogos não influenciam? Sim, mas só se todo o conjunto facilitar. Vamos ao caso daquele americano que jogou 36 horas seguidas de GTA e depois foi pra um cinema e atirou em todo mundo que estava lá, a culpa foi do jogo? Parcialmente sim, mas convenhamos, alguém que joga por 36 horas direto tem que ter algum problema de cabeça, a culpa não foi só do jogo!

Além disso, todos os jogos – seja qual for – possuem classificação por faixa etária, informação esta que muitos pais e filhos ignoram. Você conhece elas? As consequências do não atentamento podem ser terríveis, isto proque depois que a personalidade está formada é muito mais difícil que ela seja alterada. Cada país tem seu quadro de classificação e censura. Confira o quadro de classificação praticado aqui no Brasil.

Conclusão:

Os jogos – assim como qualquer outra mídia de entretenimento existente – podem SIM influenciar a personalidade de um indivíduo, assim como os filmes, novelas, livros e até o ambiente são capazes de nos influenciar. Muitas vezes os exemplos são positivos, quantas pessoas não viraram pilotos de corrida por terem assistido Speed Racer quando crianças, ou policiais após se inspirarem nos filmes do Robocop? Os jogos eletrônicos influenciam sim, mas não determinam o que alguém precisa ser, portanto não ignore a classificação indicativa dos games.

veja também:
comentários

Curtiu? Acompanhe o
ROCK'N TECH no Facebook!