Respeito a opinião de cada um, mas honestamente falando, sou a favor da implantação de aparelhos eletrônicos em nossos corpos, principalmente se esta implantação trouxer algum benefício para o implantado, como por exemplo membros como braços ou pernas artificiais, ou até mesmo chips que permitam abrirmos as portas do carro ou da casa, pagar contas sem precisarmos de cartões de crédito ou mesmo se identificar em qualquer lugar ou situação quando necessário.

Afinal, quem não tem culpa no cartório e não pretende ter não tem com que se preocupar, certo? O fato é que já existem diversas pessoas que pensam como eu, e que foram além, já possuem aparelhos implantados em seus corpos, muitas vezes porque precisaram, ou porque simplesmente acharam conveniente o suficiente para tomar esta decisão. Eles chamam a si mesmos de ciborgues. Encontramos 8 casos reais de ciborgues. Veja a seguir quem são eles e que tipos de aparelhos eles implantaram em seus corpos:


1. Neil Harbisson possui uma antena implantada na cabeça


Neil Harbisson é provavelmente o mais famoso ciborgue que existe. Ele nasceu com uma forma grave de daltonismo que não lhe permite ver a cor dos objetos. Em 2004, ele, juntamente com Adam Montandon, desenvolveu um dispositivo cujo qual eles chamam de “Eyeborg”. Este dispositivo transforma cores dos objetos em sons, ou notas musicais, em seu cérebro. É uma forma que ele encontrou de “experimentar” as cores por onde ele passa.

Em 2010, Harbisson co-fundou a Cyborg Foundation, entidade que ajuda outras pessoas que buscam por implantes eletrônicos. Em 2013 Harbisson se tornou o rosto do “movimento ciborgue” (sabia que existia isso?), quando na mesma época o curta “Cyborg Foundation” estaria vencendo o prêmio GE/Focus de produtores de vídeos no valor de US$ 100 mil. Não querendo ser maldoso, mas foi impossível não lembrar do desenho Snorks que assistia na década de 80.


2. Amal Graafstra possui chips RFID implantados em suas mãos

Amal Graafstra resolveu implantar um chip RFID em cada uma de suas mãos, assim como você pode ver na representação em raio-x acima. Além de implantar os chips, ele foi mais longe, fundou a empresa Dangerous Things, que vende kits “auto-implantáveis” de chips para interessados em fazer o mesmo.

Ele usa seu implante para diversas coisas. Ele os programou, por exemplo, para abrir a porta do seu carro e da sua casa e para desbloquear seu PC apenas aproximando as mãos deles. Depois do implante, ele nunca mais precisou se preocupar com chaves ou senhas.


3. A jornalista de tecnologia Adi Robertson possui um ímã instalado em seu dedo
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Imagem: The Verge

Há alguns anos atrás, a jornalista americana Adi Robertson implantou em seu dedo anelar um ímã. Depois disso, ela visitou o Dangerous Things, comprou um chip NFC e implantou um chip em sua mão também. Mas pra que serve o ímã? Segundo uma recente entrevista ao site The Verge, ela disse que ele permite que ela levite coisas com as mãos, como tampinhas de garrafa, por exemplo, nada além disso.

Apesar do ímã parecer não ter uma utilidade, segundo ela, seu chip NFC tem sido menos “interessante” do que o ímã. “Comparado ao nível de tecnologia da comunicação existente atualmente, esta é uma tecnologia muito ‘jovem’ ainda,” disse ela. “Mas é últil para muitas coisas”, completa. Diferente de Amal, ela não o usa no lugar das chaves de seu escritório ou apartamento, ou mesmo para pagar contas. Além disso, ela não gostou porque seu iPhone não oferece suporte para o chip.


4. O professor Kevin Warwick e sua esposa têm implantes que funcionam quando estão juntos

Kevin Warwick é um professor de Cibernética na Universidade Reading, na Inglaterra, onde ele realiza pesquisas sobre inteligência artificial, robótica e engenharia biomédica.

Enquanto trabalhava com braços robóticos para pessoas que perderam o membro, ele criou e implantou em si mesmo um dispositivo que conecta seu sistema nervoso a um computador. Ele consegue usar esta tecnologia para acender e apagar luzes, aparelhos domésticos e computadores em sua casa. Sua esposa também possui um implante em seu corpo, só que este dispositivo serve para controlar o implante do seu marido. Kevin Warwick escreveu um livro chamado “I, Cyborg” (Eu, Ciborgue) sobre seus implantes e sobre suas pesquisas.


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