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Atores reais contracenam com personagens holográficos e cenários em 3D. Foto: Neale Haynes

Em um palco de 6 metros de altura surgem imagens em 3 dimensões de uma floresta viva, verde e exuberante, com galhos de árvores que parecem estar tão perto dos presentes que estes sentem como se pudessem tocá-los.

De pé e imóveis entre as árvores e arbustos surgem dois hologramas, de um homem e uma mulher em tamanho real, olhando fixamente para a plateia. Na frente da enorme tela três cantores estão preparados para o show. Então, de repente e estranhamente, os hologramas ganham vida e começam a interagir e cantar com os cantores ao vivo para o público ali presente.

Este é o Sunken Garden, o primeiro espetáculo de ópera do mundo onde atores interagem com um filme em 3D. O “ópera filme” – como está sendo chamado – está sendo ensaiado em um estúdio de cinema ‘cavernoso’, próximo ao Olympic Park de Londres, Inglaterra, e começará a ser exibido em breve.


Entre os criadores do espetáculo estão o holandês, Michel van der Aa, que é compositor, diretor e cineasta, e o célebre autor David Mitchell, criador do ‘Cloud Atlas’, um livro que foi recentemente transformado em um filme de Hollywood igualmente épico com investimento de 100 milhões dólares, estrelado por Tom Hanks, Halle Berry e Hugh Grant.

Além dos cantores e do show visual, o espetáculo conta ainda com uma orquestra de 26 membros, uma trilha sonora eletrônica e filmes que são apresentados em 2D e 3D – tudo em 110 minutos, sem intervalo.

Um elenco de nove atores participam da peça, mas apenas duas mulheres e um homem são de carne e osso, os demais são hologramas ou aparecem somente no filme. “Minha geração de jovens compositores cresceram em uma cultura onde a imagem participa da música, como na MTV. É parte do nosso DNA “, diz van der Aa. “Não podemos lidar só com a música, mas sim também com o aspecto visual que aparecerá ali no palco”, completa.

Sunken Garden – escrita por Mitchell – conta a história de Toby Kramer, um aspirante a cineasta que está lutando para obter financiamento para o seu mais recente projeto, um documentário amador sobre as pessoas que estão desaparecidas. A peça se passa quase que inteiramente em um jardim, com vegetações que fazem parte do cenário tridimensional.

A intenção dos produtores é atrair um novo público. “Eu não nasci nem fui educado escutando ópera, então estou do lado das pessoas como eu”, disse Mitchell, o criador da peça. “Não são duas horas de cantorias esquisitas, os espectadores se sentirão como em um cinema”. De acordo com o regente da orquestra, “A peça é uma ponte entre a ópera, o cinema e a cultura pop, com música do século 21”. A tecnologia avançou, e nós também, chegou a hora de aparecerem espetáculos para nós.

O espetáculo ‘Sunken Garden’ será exibido no Barbican Centre em Londres a partir do dia 12 de abril (2013) e terá sete apresentações.

[DailyMail]

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